G5081343 - Literatura portuguesa 3 (Maior en Lingua Portuguesa e Literaturas Lusófonas) - Curso 2013/2014
Información
- Créditos ECTS
- Créditos ECTS: 6.00
- Total: 6.0
- Horas ECTS
- Clase Expositiva: 32.00
- Clase Interactiva Seminario: 16.00
- Horas de Titorías: 3.00
- Total: 51.0
Outros Datos
- Tipo: Materia Ordinaria Grao RD 1393/2007
- Departamentos: Filoloxía Galega
- Áreas: Filoloxías Galega e Portuguesa
- Centro: Facultade de Filoloxía
- Convocatoria: 2º Semestre de Titulacións de Grao/Máster
- Docencia e Matrícula: null
Profesores
Horarios
Programa
Existen programas da materia para os seguintes idiomas:
CastelánGalegoPortuguésObxectivos da materia-Fornecer un coñecimento xeral da produción literaria portuguesa da segunda metade do século XIX até ao século XXI.
-Focar algúns dos autores e das obras que a historiografia literaria considera mais significativos ou importantes na época contemporánea e actual.
-Aproximarse das condicións de produción de textos e autores.
-Coñecer e por em uso instrumentos da Teoria e Crítica Literarias en relación a aspectos da literatura portuguesa.
ContidosBLOCO 1: O Realismo e a "Geração de 70"
1. Contexto sociopolítico na Europa e en Portugal.
2. A origen do Movimento Realista.
3. 'Questão Coimbrã' e ruptura: Bom Senso, Bom Gosto.
4. Xénese e espírito das Conferencias do Casino. O novo gosto estético.
5. A Teorizaçción: Praxe e crítica literaria.
5.1. As Farpas: Eça e Ramalho Ortigão.
5.2. O doutrinário: Teófilo Braga.
5.3. A crítica literaria: Sampaio Bruno.
5.4. O Historiador e o Artista: Oliveira Martins.
6. A Poesia no período realista.
6.1. Antero de Quental:
6.1.1. A epopeia da humanidade ou a poesia
como "Voz da Revolução", as Odes Modernas.
6.1.2. Consciencia filosófica e tonalidade
emotiva: os Sonetos.
6.2. Simplicismo ideológico e visualidade imagística:
Guerra Junqueiro.
7. O teatro na Geração de 70:
7.1. As doutrinas dramáticas do realismo-naturalismo:
as Farpas de Ramalho Ortigão e a História do Teatro
Português de Teófilo Braga.
7.2. O sincretismo de João da Camara: naturalismo-
-romantismo-simbolismo, Alcácer Quibir.
7.3. A afirmación polémica do realismo:
"Teatro livre" e "Teatro Moderno".
BLOCO 2: O Realismo-Naturalismo
1. Configuración periodolóxica e encuadramento
sociocultural do Naturalismo portugués.
2. A condenación do Ultra-Romantismo.
3. Realismo-Naturalismo: Problemas de método e limites.
4. A preocupación teórica do Naturalismo portugués.
4.1. Lourenço Pinto, Estética Naturalista.
4.2. Sampaio Bruno, A Geracão Nova.
5. O Romance Naturalista portugués.
5.1. Lourenço Pinto: Cenas de Vida Contemporânea (O Senhor Deputado).
5.2. Abel Botelho: Patologia Social (O Iivro de Alda).
5.3. Teixeira de Queirós: A Comédia Burguesa (Salústio Nogueira).
6. Do naturalismo ao decadentismo na prosa.
6.1. Unha perspectiva problemática.
6.2. Fialho de Almeida, Três Cadáveres.
6.3. Trindade Coelho, Os Meus Amores.
7. Da poesia realista à poesia parnasiana.
BLOCO 3: Eça de Queirós
1. Eça de Queirós: formación e evolución literaria. Modos de
inscrición no contexto literario do seu tempo.
2. Do xornalismo à ficción: a plurimodalidade de unha escrita en
proceso de transformación. O Mistério da Estrada de Sintra.
3. Eça, o realismo e o método naturalista.
4. O romance de tese: O Primo Bazílio.
4.1. Modos de representação do social.
4.2. Dimensão ideológica do sujeito de escrita.
4.3. Eça e o projecto pedagógico.
5. Uma nova estética "o realismo como nova expressão da arte".
Os Maias.
5.1. Centralidade e representatividade social das personagens.
5.2. A configuração do espaço.
5.3. Isocronias e tempo reduzido.
5.4. Os modos de representação: Focalização.
5.5. Códigos ideológicos.
6. Realismo e fantasia: a original intersecção da estética
queirosiana O Mandarim.
7. Ironia e inscrição da subjectividade no discurso (o caricatural
e o grotesco).
BLOCO 4: As Estéticas Finiseculares
1. Quadro geral dos movimentos finisseculares em Portugal.
Correntes próprias e estéticas importadas.
2. Parnasianismo: O Livro de Cesário Verde.
2.1. O processo de escrita realista, o "realismo insatisfeito".
2.1. As contradições éticas e estéticas do realismo e parnasianismo.
2.3. O modernismo de Cesário. O "mestre" de A. Caeiro.
2.4. A estética simbolista: Cesário e Baudelaire.
3. Simbolismo e Decadentismo: Problemas e limites.
4. Os Pré-decadentistas: Gomes Leal e Antero.
5. Principais discursos finisseculares:
5.1. Eugénio de Castro: Oaristos.
5.2. Camilo Pessanha: Clepsidra.
5.3. António Nobre: Só.
5.4. Os Nefelibatas: Raul Brandão, Roberto da Mesquita, Alberto Osório de Castro.
6. O Saudosismo e o Renascimento nacionalista.
6.1. Teixeira de Pascoaes e a "Renascença Portuguesa". A revista A Águia.
6.2. O nacionalismo filosófico: Mário Beirão.
6.3. O saudosismo arcaizante: Lopes Vieira.
7. O teatro: Do movimento Realista à Modernidade.
7.1. O Drama simbolista.
7.1.1. A introdução do drama simbolista e a estética de Meeterlinck: Jõao da Camara, O Pântano.
7.1.2. O saudosismo e o teatro: Teixeira de Pascoaes.
7.1.3. O dramaturgo simbolista: António Patrício, Pedro o Cru e D. João e a Máscara.
7.2. O teatro simbolista no "Orpheu" e na "Presença".
7.3. Autores à margem. Raul Brandão.
BLOCO 5: O Modernismo en Portugal
1. O Modernismo: configuração geracional e sociocultural.
2. Perfil do Modernismo no contexto português. Tradicão e renovacão. As revistas.
3. Valores e atitudes fundamentais da geração do "Orpheu".
3.1. O sincretismo passado-futuro. Simbolismo e Decadentismo:
Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, Mário de Sá Carneiro,
Albino de Meneses.
3.2. Prática de ruptura e vanguarda. "Orpheu" na história literária
de Portugal.
4. Os "-ismos" da época do "Orpheu":
4.1. Paulismo: Pessoa ("Paúis"), Alfredo Guisado, A. Cortes
Rodrigues, Ângelo de Lima.
4.2. Interseccionismo: Pessoa ("Chuva Oblíqua"), Sá Carneiro
("Quase", Indícios de Oiro), Almada Negreiros (A
Engomadeira).
4.3. Simultaneismo: Almada Negreiros ("A Cena do Odio",
"Litoral").
4.4. Futurismo: Sá Carneiro ("Manicure"), Almada Negreiros ("Manifesto Anti-Dantas"), Álvaro de Campos ("Ode Triunfal"),
Santa-Rita Pintor.
4.5. Sensacionismo: Fernando Pessoa (Textos em Páginas
Íntimas e de Auto-Interpretação).
5. Experiências Narrativas:
5.1. Almada Negreiros: Nome de Guerra.
5.2. Mário de Sá Carneiro: A Confissão de Lúcio.
6. A projecção futura dos do Orpheu.
7. Escritores à margem: Florbela Espanca, António Botto.
BLOCO 6: Fernando Pessoa, unidade e diversidade
1. A integração modernista e a ligacão com a tradição. Produção
e transmissão da obra pessoana.
1.1. Fernando Pessoa e A Águia.
1.2. Presença do simbolismo
1.3. O movimento Paúlico: vanguarda e tradicão.
1.4. O neo-popularismo: "Quadras ao gosto popular".
1.5. O processo literário da obra pessoana.
2. O "drama em gente": A heteronímia (Carta a A. Casais
Monteiro, "Autopsicobiografia" e "Isto").
2.1. O estatuto da heteronímia e as suas contradições.
2.2. A problematizacão da experiência vital e estética.
2.3. A dialéctica sinceridade-fingimento.
2.4. Diversidade e unidade.
3. O mestre: Poesia e poética de Alberto Caeiro.
4. A cultura como legado: Ricardo Reis, classicismo e neo-
-arcadismo.
5. A ruptura de Álvaro de Campos: Futurismo e Sensacionismo.
6. Bernardo Soares e os semi-heterónimos: O Livro do
Desassossego e os policiais.
7. Teorizacão em Pessoa: ensaio e criatividade. As ideias
estéticas. Ocultismo e Hermetismo. Projeccão de futuro: a
constituicão de uma tradicão/outra.
BLOCO 7: Presencismo e Neo-Realismo
1. Contexto político e cultural.
1.1. A instabilidade de princípios de século XX.
1.2. Estado Novo.
1.3. Salazarismo.
2. Segundo Modernismo ou 'presencismo'.
3. Neo-Realismo e fronte maciça de literatura de conteúdos ideológicos.
4. Vanguardismos tardios e Experimentalismo.
5. Particularidade do Surrealismo português.
6. A canção de autor.
7. Revistas literárias do século XX.
BLOCO 8: A Segunda metade do século XX
1. Prolongamento de Experimentalismo e Neo-Realismo.
2. O Existencialismo. Vergílio Ferreira: A manhã submersa (1953).
3. Incremento produtivo da escrita feminina. De Agustina Bessa-Luís (A Sibila, 1954) a Lídia Jorge (A Costa dos Murmúrios, 1988).
4. O Teatro. Bernardo Santareno: O Judeu (1966)
5. O relato breve. Mário de Carvalho: A Inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho (1983).
6. Poesia Portuguesa da Segunda Metade do século XX.
BLOCO 9: Pasaxe do século XX para o XXI
1. Poesia Portuguesa Contemporânea.
2. Narrativa Portuguesa Contemporânea.
3. Literatura Portuguesa na web.
Bibliografía básica e complementariaBIBLIOGRAFIA ACTIVA
LEITURA OBRIGATÓRIA DE OBRAS COMPLETAS E/OU TRECHOS AMPLOS
-Antoloxia de textos da “Questão Coimbrã” (fotocopias)
-Antero de Quental: Sonetos (1863)
-Fialho de Almeida: O País das Uvas (1893) e trechos de outras obras.
-Eça de Queirós: A Cidade e as Serras (1901)
-Cesário Verde: O Livro de Cesário Verde (1887)
-Eugénio de Castro, Antologia
-Camilo Pessanha: Clepsidra (1922)
-António Nobre, Só
-Raul Brandão: Húmus (1917)
-Teixeira de Pascoaes, Maranus e outros textos
-Almada Negreiros: A Engomadeira (1917)
-Fernando Pessoa, Antologia Poética e fragmentos do “Livro do Desassossego”
-Carlos de Oliveira: Uma Abelha na chuva (1953)
-Vergílio Ferreira: A manhã submersa (1953)
-Agustina Bessa-Luís: A Sibila (1954)
-Bernardo Santareno: O Judeu (1966)
-José Cardoso Pires: O Delfim (1968)
-Mário de Carvalho: A Inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho (1983)
-Lídia Jorge: A Costa dos Murmúrios (1988)
- José Saramago: Ensaio sobre a cegueira (1995)
LEITURA DE PARTES LIMITADAS
Serán indicados e facilitados nas aulas textos COMPLEMENTARIOS das obras poéticas, narrativas ou dramáticas dos autores focados, artigos diversos de teoria e crítica literaria, crónicas xornalísticas, etc.
BIBLIOGRAFIA PASIVA (básica, de consulta e referencia)
Barreiros, António José (1974) História da literatura portuguesa. Braga. Ed. Pax (8ª ed.).
Bernardes, José Augusto Cardoso (dir.) Biblos. Enciclopédia das literaturas de língua portuguesa. Lisboa. Verbo.
Coelho, Jacinto Prado (dir.) (1987) Dicionário de literatura. Literatura portuguesa, brasileira, galega e estilística. 5 vol. Porto. Figueirinhas (3ª ed.) e atualização (2002-03).
Lopes, Óscar e Saraiva, José (1986) História da literatura portuguesa. Porto. Porto Editora (15ª ed.).
Lopes, Óscar e Marinho, Mª de Fátima (org.) (2003) História das literaturas de língua portuguesa. Vols. 5-7. Lisboa. Alfa.
Machado, Álvaro Manuel (org. e dir.) (1996) Dicionário de literatura portuguesa. Lisboa. Presença.
Reis, Carlos (coord.) (1992) Literatura portuguesa contemporânea. Lisboa. Ulisseia.
CompetenciasCoñecer os movimentos, correntes, escolas e autores contemporáneos e actuais da Literatura Portuguesa.
Coñecer e saber interpretar de modo crítico as principais obras e o contributo dos protagonistas deste período.
Ser capaz de por em relación esas obras e autores da Literatura Portuguesa cos doutras Literaturas.
Metodoloxía da ensinanza -Elaboración dun blogue conxunto para o desenvolvimento das tarefas da materia.
-Tratamento teórico e práctico dos blocos temáticos, a partir das leituras integrais e recomendadas, que se ilustran com comentarios de textos específicos e traballo continuado na sala de aula.
-Realización de comentarios de textos de ficción e de crítica e historia da literatura portuguesa.
-Propostas de traballos escritos para exposición pública na sala de aula, a incidir nalgún dos aspectos incluídos nos contidos.
-Establecimento de diálogos intertextuais no seio da literatura portuguesa e entre esta e outros espazos literarios.
Sistema de evaluaciónO aluno poderá optar entre duas modalidades:
- AVALIAÇÃO CONTÍNUA.
Exige a presença em sala de aulas. Será feita tendo em conta a participación na aula, un teste a realizar em Juño e, no mínimo, un traballo –que debe ser obxecto de exposición– referido a algún dos aspectos do programa. A clasificación final é a media ponderada de todos os elementos da avaliación. No caso de non ter superado a materia por meio deste sistema, o aluno poderá ainda fazer o exame.
- AVALIACIÓN FINAL.
Consiste na realización dun exame sobre calquera dos aspectos e/ou obras contidos no programa, na data oficialmente marcada para tal efeito.
Tempo de estudo e traballo persoalActividades presenciais
Sesións teórico-expositivas: 25 Horas
Sesións interactivas: seminario (debates após exposicións teóricas; visualizacións; audicións; confronto de edicións, etc) / visitas à biblioteca / etc. ): 15 Horas
Sesións de atendimento programado: 3 Horas
Sesións de avaliación: 7 Horas
Total de horas de actividade presencial: 50 Horas
Actividades non presenciais
Estudo e preparación de actividades programadas nas aulas: 20 Horas
Realización de traballos de diverso tipo (en grupos de 2/3 alunos e de forma individual, especialmente orientadas ao fortalecimento de unha autoaprendizaxe eficaz e ao estudo das condicións de RECEPCIÓN da literatura portuguesa do século XX): 25 Horas
Leituras das obras indicadas no temario da materia: 45 Horas
Preparación de probas (exames): 4 Horas
Outras actividades (asistência a actos ligados ao temario de literatura portuguesa 3 con entrega de reseña crítica): 6 Horas
Total de horas de actividade non presencial: 100 Horas